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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Senado 23.10.2015 - Sessão temática do Senado debaterá o Simples Nacional

O Plenário do Senado realiza na próxima terça-feira (27), às 11h, uma sessão temática de debates sobre o Simples Nacional, o regime de arrecadação, cobrança e fiscalização tributária para microempresas e empresas de pequeno porte. A iniciativa tem o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no Brasil.

Além dos senadores, participarão da sessão Guilherme Afif Domingos ex-secretário da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República; Bruno Quick, gerente de políticas públicas do Sebrae; Carlos Bittencourt, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); e os deputados federais Jorginho Mello (PR-SC) e João Arruda (PMDB-PR).

O Simples Nacional conta com a participação de todos os entes federados (União, estados, Distrito Federal e municípios). É administrado por um comitê gestor composto por oito integrantes: quatro da Secretaria da Receita Federal do Brasil, dois dos estados e do Distrito Federal e dois dos municípios.

Fonte: Agência do Senado

Senado 23.10.2015 - Multa para quem não recolher IR obtido com venda de imóveis só após seis meses

A multa para quem não recolhe o Imposto de Renda da Pessoa Física obtida com a venda de imóveis deve ser cobrada apenas a partir de seis meses. É o que estabelece projeto de lei (PLS 285/2013) que está para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Atualmente, a multa é cobrada a partir do segundo mês.

Para o senador Ricardo Ferraço (PMDB–ES), essa multa é um exagero. Como o vendedor tem 180 dias, legalmente, para aplicar a renda obtida na compra de outro imóvel, a multa só poderia ser cobrada a partir desses seis meses.

Reportagem de Bruno Lourenço, da Rádio Senado.

Fonte: Agência do Senado

Senado 21.10.2015 - Comissão debate projeto que reduz alíquotas do ICMS nas operações interestaduais

Nesta quarta-feira (21), a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) realizou com representantes dos estados a segunda audiência pública sobre o projeto de resolução (PRS 1/2013) que reduz as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais. O projeto foi apresentado em 2013 com o objetivo de acabar com a chamada guerra fiscal. Para o relator do texto, senador Wellington Fagundes (PR-MT), ficou claro que o Senado precisa encontrar uma fórmula que não engesse as regiões menos desenvolvidas, mas que também não alimente a guerra fiscal. Reportagem de Bruno Lourenço, da Rádio Senado.

Fonte: Agência do Senado

Senado 21.10.2015 - Estados querem fontes mais seguras para compensar perdas pela unificação do ICMS

Assim como havia ocorrido na semana passada, na primeira reunião realizada pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) para discutir o assunto, representantes de diversos estados demonstraram preocupação nesta quarta-feira (21) com o impacto da unificação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre as finanças estaduais. Os temores estão relacionados com a concepção e a forma de funcionamento dos fundos que serão constituídos para repor eventuais perdas com a mudança tributária.

A unificação da alíquota do ICMS em 4% está prevista no Projeto de Resolução do Senado (PRS) 1/2013, em análise na CDR. Com isso, a margem de negociação entre os estados e as empresas que ali pretendem se instalar ficará muito reduzida, em comparação com as alíquotas interestaduais atualmente em vigor, que variam de 7% a 12%. Hoje, vários estados reduzem as alíquotas para atrair investidores privados, de maneira a estimular a geração de emprego e renda para a população.

Como contrapartida, o governo acena com a Medida Provisória (MP) 683/2015, que cria o Fundo de Desenvolvimento Regional e Infraestrutura e o Fundo de Auxílio à Convergência das Alíquotas do Imposto sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.

A proposta do governo é que os recursos para os fundos venham da repatriação de dinheiro dos brasileiros no exterior.

Para os secretários estaduais de Fazenda, a medida é insuficiente para compensar as perdas dos estados. Eles exigem fontes mais seguras de receitas para os fundos.

— Isso nos preocupa porque precisamos de clareza nessas compensações — disse Ana Paula Vitali Janes Vescovi, secretária de Fazenda do Estado do Espírito Santo.

O secretário da Fazenda do Ceará, Carlos Mauro Benevides Filho, lamentou que a concessão de incentivos fiscais para atração de investimentos tenha recebido a pecha de “guerra fiscal”. Para ele, se não houvesse incentivos, os estados mais pobres não conseguiriam atrair investimentos.

— Os estados compensam para dar igualdade de condições. Isso é feito no mundo inteiro — apontou.

O presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável, José Alves Filho, defendeu a manutenção do atual modelo de concessão de incentivos.

— É muito mais barato simplificar a burocracia fiscal do que forçar um outro modelo de arrecadação — afirmou.

Segurança jurídica

O diretor de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina, Carlos Roberto Molim, observou que a proposta de reforma do ICMS em discussão "não é a ideal, mas a possível". Ele lembrou também que é urgente resolver o problema, tendo em vista que os incentivos fiscais concedidos pelos estados foram considerados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O STF, inclusive, analisa a possibilidade de baixar uma súmula vinculante consolidando o entendimento da Corte sobre o assunto.

Representante da Secretaria de Fazenda de Minas Gerais, Manuel Procópio Júnior, acrescentou que a indefinição sobre a questão trava novos investimentos:

— A retomada do plano de investimentos das empresa está em standy-by, aguardando o clareamento desse cenário — assinalou.

O relator do projeto na CDR, senador Wellington Fagundes (PR-MT), afirmou que garantir a clareza das compensações é sua principal preocupação. Ele busca consenso entre secretários de Fazenda, governadores e governo federal e acrescentou que não tem pressa para votar o texto.

— Temos que encontrar um equilíbrio — disse.

Fonte: Agência do Senado

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Senado 20.10.2015 - Relator propõe reajuste pelo IPCA em MP que altera taxas de órgãos públicos

O deputado Afonso Motta (PDT-RS) apresentou nesta terça-feira (20) o relatório à Medida Provisória (MP) 687/2015, mas um pedido de vista coletivo adiou a votação do texto para quarta (21).

A medida autorizou o reajuste de três taxas cobradas por órgãos públicos federais – Agência Nacional do Cinema (Ancine), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) — e possibilita que elas sejam atualizadas futuramente por ato do Executivo, sem necessidade de passar pelo Congresso Nacional.

Motta defendeu a medida para corrigir a “defasagem inflacionária” das taxas, no entanto, limitou esse reajuste a uma única vez e com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O texto inicial da MP não impunha limites nem fixava fator de atualização para o tributo. Segundo o deputado, o objetivo é preservar a competência do Legislativo em matéria tributária.

Valor das taxas

Com o texto, os valores da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) ficam estipulados em 20% para as obras cinematográficas exibidas em cinemas (até 6 mil cópias) ou obras videofonográficas com tiragem de até 2 mil exemplares.

Já as taxas sobre atos processuais da competência do Cade passam de R$ 45 mil para R$ 85 mil.

O relatório também prorroga para 2021 os incentivos à produção audiovisual por meio de dedução no Imposto de Renda (IR). Atualmente, a Lei do Audiovisual (Lei 8.685/93) permite o recolhimento até 2016.

Fonte: Agência do Senado

Senado 20.10.2015 - CAE aprova audiência pública sobre continuidade de 'pedaladas fiscais'

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (20), dois requerimentos de audiência pública sobre a continuidade das “pedaladas fiscais”, as manobras contábeis atribuídas ao governo Dilma Rousseff em 2014.

O primeiro deles, do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), propôs debate sobre a manutenção de atrasos nos repasses do governo federal aos bancos públicos em 2015.

O outro requerimento foi apresentado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e também tem objetivo de investigar se persistem as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas contas do governo no ano passado.

Além de representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério do Planejamento, do Ministério Público de Contas e do TCU, deverão participar do debate o especialista em contas públicas Mansueto Almeida, o secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, e o consultor legislativo Waldery Rodrigues Júnior.

Fonte: Agência do Senado

Senado 20.10.2015 - Adiada votação de benefício fiscal para quem tem dependentes com autismo, down e esquizofrenia

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) estava prestes a rejeitar, nesta terça (20), proposta de benefício fiscal para contribuintes do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) que tenham dependentes com deficiência ou doenças graves, como autismo e esclerose tuberosa, mas recuou. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu vista da matéria com o compromisso de apresentar um substitutivo para torná-la viável.

Essa saída surgiu logo após a leitura de parecer do senador Elmano Férrer (PTB-PI) pela rejeição de projeto de lei (PLS 110/2012) da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que concede dedução em dobro na base de cálculo do IRPF por dependente nessa condição. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) também já havia aprovado parecer contrário à proposta.

“Os argumentos de cunho social apresentados pela autora são bastante razoáveis, mas não suficientes, em nossa opinião, para engendrar tamanho impacto nas finanças públicas. É preciso lembrar que toda concessão de favor fiscal, por mais nobre que seja a causa, implicará redistribuição da carga tributária para todo o conjunto de contribuintes, incluindo aqueles que suportam dramas pessoais ou familiares tão ou mais desgastantes que os descritos na justificação do projeto em análise”, considerou Elmano em seu parecer.

Para reforçar seu ponto de vista, o relator citou trecho de parecer da CAS em que se observa já existir, na legislação atual, mecanismos que permitem dedução ilimitada de despesas com saúde no IRPF. O fato dispensaria, no seu entendimento, a necessidade de criação de mais um benefício tributário na mesma direção.

Divergência

Mas há quem pense diferente dentro da CAE. O primeiro a divergir desta posição foi Lindbergh, para quem o projeto de Vanessa é de “grande justiça”.

— Eu tenho uma filha com down que faz terapia ocupacional, fisioterapia e tem uma mediadora no colégio contratada por fora. E a situação do down é relativamente mais simples que a dos autistas. Eu vejo pais e mães de autistas que investem todo o orçamento familiar nessas crianças. Essa discussão é a dessas famílias. É um projeto relevante e não creio que tenha um impacto [financeiro] do tamanho do mundo — ponderou Lindbergh.

Ao pedir vista, o petista adiantou a intenção de negociar uma solução para o PLS 110/2012 junto ao Ministério da Fazenda. O empenho de Lindbergh em viabilizar a proposta recebeu o apoio da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). Movimento idêntico fez o senador Douglas Cintra (PTB-PE), que também revelou ter uma filha especial.

Essa reviravolta na votação do projeto aconteceu depois de a própria Vanessa Grazziotin lamentar o parecer contrário à sua iniciativa. Na ocasião, ela disse aceitar temporariamente esse recuo, prometendo que representaria a proposta com a melhora da situação econômica do país.

O PLS 110/2012 alcança contribuintes do IRPF com dependentes que tenham síndrome de down, neurofibromatose ou doença de Von Recklinghausen, esclerose tuberosa, doença de Huntington, autismo e esquizofrenia. Outro benefício previsto é permitir, na apuração do imposto devido, que sejam consideradas em dobro as quantias despendidas por dependente.

Fonte: Agência do Senado

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Senado 20.10.2015 - Comissão de Meio Ambiente aprova isenção de IPI para veículos elétricos e híbridos

Projeto que isenta por até 10 anos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) veículos elétricos a bateria ou elétricos híbridos a etanol, de fabricação nacional, foi aprovado nesta terça-feira (20) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). A matéria vai à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

De autoria do senador licenciado Eduardo Braga (PMDB-AM), o projeto (PLS 174/2014) também suspende, pelo mesmo período, a cobrança do IPI incidente sobre equipamentos para recarga das baterias utilizadas nos veículos elétricos.

O texto prevê ainda isenção do Imposto de Importação para partes e acessórios importados, sem similar nacional, para a fabricação dos veículos e recarga das baterias. Nesse caso, o benefício poderá acabar antes dos dez anos, caso haja a produção de similares nacionais.

Efeito estufa

Em apoio à proposta, a relatora na CMA, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), ressaltou que o carro elétrico gera menos emissões de gases de efeito estufa que os veículos convencionais.

Veículos elétricos podem ter acionamento por meio de baterias, carregadas na rede elétrica, ou por meio de um gerador a bordo, acionado por motor de combustão interna, utilizado pelos veículos elétricos híbridos. A prioridade, nesses últimos, será para os que utilizam etanol no motor de combustão interna, por ser um combustível renovável e de larga produção no Brasil.

O projeto visa ainda ampliar a oferta de unidades para recarga das baterias. Como frisou o autor, “se não houver uma rede de recarga bem distribuída pelo país, os consumidores rejeitarão a nova tecnologia”.

Os benefícios propostos no projeto são para automóveis de passageiros, de transporte de mercadorias e os chamados de usos especiais, como caminhões-guindastes, veículos de combate a incêndio, betoneiras.

Biodiesel

Vanessa Grazziotin apresentou emenda para estender os benefícios a veículos que utilizem mistura igual ou superior a 30% de biodiesel no diesel fóssil. Como observa a senadora, o biodiesel, quando comparado ao diesel convencional, reduz em cerca de 70% as emissões de gases de efeito estufa e de material particulado, que podem causar doenças pulmonares, inclusive câncer.

Ela explica que hoje há restrição a misturas acima de 20% de biodiesel, por falta de materiais adequados nos motores, “sobretudo em anéis de vedação e nos elastômeros empregados nos sistemas de circulação de combustível”. Para a relatora, os incentivos fiscais ajudam a ampliar o interesse pela adequação dos motores.

Fonte: Agência do Senado

Senado 19.10.2015 - CDR volta a discutir unificação das alíquotas do ICMS

Na próxima quarta-feira (21) a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) volta a discutir em audiência pública, às 9h, a unificação das alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em operações interestaduais. O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) é um dos autores do pedido para que seja feita a reunião, a segunda sobre o tema. O encontro deve ter a presença de secretários de fazenda e representantes do ministério da Fazenda e do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Mais detalhes no áudio da repórter Iara Farias Borges, da Rádio Senado.

Fonte: Agência do Senado

Senado 16.10.2015 - CDH discute financiamento dos sindicatos e fim da contribuição sindical

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) vai discutir em audiência pública o financiamento dos sindicatos e a contribuição sindical obrigatória. O debate vai ocorrer na segunda-feira (19), às 9h, com a presença de representantes de centrais sindicais e trabalhadores. O tema faz parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 36/2013, do senador Blairo Maggi (PR-MT), em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e põe fim à contribuição sindical. Saiba mais detalhes na reportagem de Hebert Madeira, da Rádio Senado.

Fonte: Agência do Senado

Senado 16.10.2015 - Criação de cargos e MPs do ajuste fiscal estiveram entre os assuntos da semana


Criação de cargos

Cerca de oito mil cargos podem ser criados nas áreas de saúde, educação, e segurança pública da administração pública federal. Projeto com esse objetivo foi aprovado na quarta-feira (14) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). De acordo com o PLC 99/2015, do Poder Executivo, o provimento dos cargos dependerá da disponibilidade do Orçamento. Em setembro, ao anunciar o novo ajuste fiscal, o governo suspendeu os concursos públicos. O PLC 99/2015 segue para o Plenário.

Comissões de MPs

O Congresso Nacional instalou, na quarta-feira (14), cinco comissões mistas para analisar medidas provisórias. Três delas tratam do novo pacote de ajuste fiscal do governo. A MP 692/2015 aumentou o Imposto de Renda sobre o ganho de capital em venda de imóveis. AMP 694/2015 elevou de 15% para 18% a alíquota do IR retido na fonte aplicado aos juros sobre o capital pago a acionistas. E a MP 696/2015, da reforma administrativa, diminuiu o número de ministérios.​

Congresso

O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou, após reunir-se com os líderes partidários, que a sessão do Congresso para analisar os vetos presidenciais será no dia 17 de novembro.

CPI do Carf

A secretária do escritório de advocacia de José Ricardo da Silva na época em que ele integrava o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Gegliane Bessa, confirmou à CPI que fez pagamentos em dinheiro para Juliano Nardes, sobrinho do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU). As declarações foram confirmadas por Hugo Borges, ex-funcionário do mesmo escritório. Os dois foram ouvidos na última quinta-feira (15). A CPI deve votar na semana que vem as quebras dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Juliano Nardes.

CPI do Futebol


A CPI do Futebol recebeu, na quarta-feira (14), os presidentes do Vasco e do Corinthians. Eles criticaram a Lei Pelé, que teria deixado os clubes desprotegidos para investirem na formação de jogadores e à mercê da atuação de agentes. Os dirigentes pediram uma revisão da lei que dê mais amparo e proteção aos clubes.

Terceirização

Na terça-feira (13), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promoveu uma audiência pública sobre a ampliação das possibilidades de terceirização (PLC 30/2015). Os representantes da indústria e do comércio afirmaram que o projeto contribuirá para a melhoria da produtividade das empresas no país. Já os representantes das centrais sindicais criticaram a possibilidade de terceirizar as atividades-fim.

Esclerose Lateral Amiotrófica

O dia 21 de junho poderá se tornar oficialmente o Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A proposta foi feita por associações que defendem as pessoas que sofrem com a doença, presentes em audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) na quarta. O senador Romário (PSB-RJ), que preside a CE, aceitou o pedido e apresentará projeto nesse sentido. O objetivo é aumentar a conscientização sobre a doença, especialmente entre gestores públicos e médicos, e fazer valer direitos garantidos em lei.

Direito das mulheres

Senadoras, deputadas federais, deputadas estaduais e vereadoras participaram, na quarta-feira (14), do encontro Pacto Federativo pelos Direitos das Mulheres, no Congresso Nacional. Do encontro, saiu a Carta de Brasília, que defende maior presença feminina nas casas legislativas.

Pacto Federativo

Na terça-feira (13), O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) pediu que seja analisado na Comissão Especial de Aprimoramento do Pacto Federativo, projeto seu que permite a redução temporária, por três anos, dos valores das prestações dos contratos de refinanciamento de dívidas entre a União, os estados e o Distrito Federal (PLS 662/2015 - Complementar). A matéria tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde aguarda designação de relator.

Transgênico

Na terça-feira (13), a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) rejeitou o PLC 34/2015. O texto retira a obrigação de estampar o símbolo indicando a presença de ingrediente transgênico nos rótulos de produtos alimentares. Apesar de rejeitada, a matéria segue para análise de outras duas comissões, a de Assuntos Sociais (CAS) e a de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Cadastro rural

A implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi tema de audiência pública nas Comissões de Agricultura (CRA) e de Meio Ambiente (CMA) na última quinta-feira (15). O diretor do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente, Raimundo Deusdará Filho, informou que o ministério contabiliza quase 240 milhões de hectares inscritos no cadastro, cerca de 60% do que o espera obter. O prazo se encerra no ano que vem. CAR é obrigatório para os cerca de 5,4 milhões de estabelecimentos rurais e deve auxiliar o governo a monitorar o uso do solo e a preservação de matas nativas em áreas protegidas.

Educação a distância


O financiamento ao ensino superior deveria incluir os cursos de educação a distância. A proposta foi defendida por estudantes e especialistas em audiência pública sobre as novas regras para essa modalidade de ensino promovida pela CE na quinta (15). O Conselho Nacional de Educação já trabalha em um novo marco regulatório para o ensino a distância. A ideia tem o senador Paulo Paim (PT-RS) entre os defensores. Para ele, é preciso aproximar cada vez mais a educação a distância da educação presencial. ​

Águas públicas

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) promoveu, nesta quarta-feira (14), audiência pública para discutir os efeitos da Portaria 404/2012, da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que trata da cobrança pelo uso de águas públicas. O debate também incluiu a Portaria 110/2013 da Secretaria de Portos, que limita os investimentos em terminais portuários. A audiência contou com a participação de representantes do governo, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e de empresários, que reclamaram da cobrança de nova taxa para uso de terminais portuários, de lagos e marinas e também da burocracia exigida para ampliar os portos.

Fonte: Agência do Senado

domingo, 1 de novembro de 2015

Senado 16.10.2015 - Estados e União debatem projeto que unifica alíquota do ICMS

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) promove audiência pública na quarta-feira (21) para instrução do Projeto de Resolução do Senado (PRS) 1/2013, que redefine as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais. A audiência pública tem início às 9h, na sala 7 da ala senador Alexandre Costa.

A instrução do PRS 1/2013 foi dividida em duas audiências públicas, sendo a primeira realizada no último dia 7. Na ocasião, secretários de Fazenda manifestaram apoio à proposta do governo de unificar em 4% a alíquota do ICMS, desde que seja acompanhada da criação de um fundo constitucional para compensar as perdas dos estados com a mudança tributária. Para que o fundo se torne constitucional, é necessária a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição.

Em vez de PEC, o governo encaminhou ao Congresso uma medida provisória que cria o Fundo de Compensação e Desenvolvimento Regional para os Estados e o Fundo de Auxílio à Convergência das Alíquotas do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias, o que não garante a inclusão dos fundos na Constituição. Assim, a compensação seria estabelecida em lei ordinária.

Os secretários de Fazenda temem que se repita com esses fundos o que aconteceu com a Lei Kandir, instrumento criado pelo governo federal em 1996 para isentar de ICMS produtos e serviços exportados. Por falta de clareza nas regras, as perdas dos estados exportadores, hoje avaliadas em R$ 28 bilhões ao ano, são compensadas parcialmente, com apenas R$ 3,6 bilhões anualmente.

O relator do PRS 1/2013 é o senador Wellington Fagundes (PR-MT), que assina o requerimento da audiência pública com os senadores Donizeti Nogueira (PT-TO), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e a senadora Simone Tebet (PMDB-MS).

Para o debate foram convidados a secretária de Fazenda do Espírito Santo, Ana Paula Vitali Janes Vescovi; o secretário de Fazenda de Minas Gerais, José Afonso Bicalho Beltrão da Silva; o secretário de Fazenda de Santa Catarina, Antônio Marcos Gavazzoni; o presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira Pró- Desenvolvimento Regional Sustentável (ADIAL BRASIL), José Alves Filho, e o presidente-executivo da entidade, Herculano Anghinetti; o secretário-executivo do Confaz, Manuel dos Anjos Marques Teixeira, e o coordenador dos Secretários Estaduais de Fazenda do órgão, André Horta Melo; e o presidente da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe/ICMS) e representante do Ministério da Fazenda, Marcelo Mello.

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Fonte: Agência do Senado

Senado 14.10.2015 - Instaladas cinco comissões para analisar MPs, entre elas a do pacote fiscal

O Congresso Nacional instalou, nesta quarta-feira (14), cinco comissões mistas destinadas a analisar medidas provisórias. Três delas tratam diretamente do novo pacote de ajuste fiscal do governo. A MP 692/2015 aumenta o Imposto de Renda sobre o ganho de capital em venda de imóveis. A MP 694/2015 eleva de 15% para 18% a alíquota do IR retido na fonte aplicado aos juros sobre o capital pago a acionistas. E a MP 696/2015 estabelece a reforma administrativa com a redução dos ministérios.

O deputado José Priante (PMDB-PA) e o senador José Pimentel (PT-CE) foram eleitos respectivamente presidente e vice-presidente da comissão que analisará a MP 696/2015. A relatoria ficou a cargo do senador Donizeti Nogueira (PT-TO).

A MP 696/2015 determinou a fusão de dois ministérios (Trabalho e Previdência Social) e a extinção de um terceiro (Pesca e Aquicultura), cujas funções foram transferidas para o Ministério da Agricultura.

Três secretarias ligadas à Presidência da República foram reunidas em um único ministério: Políticas para as Mulheres, Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de Direitos Humanos formarão o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Outras duas secretarias presidenciais (Relações Institucionais e Micro e Pequena Empresa) desaparecem, tendo suas funções absorvidas pela Secretaria de Governo da Presidência da República, novo nome da Secretaria-Geral da Presidência.

A MP 696/2015 também extinguiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, transferindo suas funções para o Ministério do Planejamento. E criou a Casa Militar da Presidência da República, que substitui o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A área de inteligência do governo, incluindo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), antes ligada ao Gabinete de Segurança Institucional, seguiu para a Secretaria de Governo.

Pacote

A MP 694/2015 aumenta de 15% para 18% a alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) aplicado aos juros sobre o capital próprio (JSCP) pagos ou creditados aos sócios ou acionistas de empresa.

O deputado Eduardo Cury (PSDB-SP) foi eleito para presidir a comissão que emitirá parecer sobre a medida provisória. A vice-presidência é do senador Benedito de Lira (PP-AL) e o relator é o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

A MP faz parte do pacote de medidas do governo federal para minimizar o déficit orçamentário, estimado em R$ 30,5 bilhões, elevar a arrecadação e atingir a meta de superávit primário de 0,7% do produto interno bruto (PIB).

Outra alteração da medida é a redução dos incentivos fiscais da Lei do Bem (Lei 11.196/05), que beneficia empresas investidoras em atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Em 2016 o governo quer suspender o incentivo fiscal que permite às empresas de inovação tecnológica excluir do lucro líquido, na determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o valor correspondente a até 60% do montante gasto com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.

Também houve aumento das tarifas dos impostos de PIS e Cofins para importação de produtos químicos relativos à indústria do petróleo como forma de elevar a arrecadação.

Venda de imóveis

Já a MP 692/2015 aumenta progressivamente o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) incidente sobre ganhos de capital quando um bem comprado por um valor é vendido por um valor maior. Atualmente, sobre o IRPF de ganhos de capital incide apenas uma alíquota única de 15%.

A comissão responsável por emitir parecer sobre a medida será presidida pelo deputado Gabriel Guimarães (PT-MG). Para vice-presidente foi eleito o senador José Pimentel (PT-CE) e a relatoria ficou com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

A MP 692/2015 deve atingir, sobretudo, a venda de imóveis. Para quem lucra até R$ 1 milhão, o imposto continua o mesmo, 15%. Na faixa que exceder R$ 1 milhão e for até R$ 5 milhões, a alíquota é de 20% e, de R$ 5 milhões a R$ 20 milhões, 25%. Para ganhos de capital acima de R$ 20 milhões, o tributo é de 30%.

A norma considera como integrante do mesmo bem o conjunto de ações ou quotas de uma mesma pessoa jurídica. O governo espera arrecadar R$ 1,8 bilhões no próximo ano se a medida for confirmada pelo Congresso.

"A Constituição federal prevê que os impostos serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte”, justifica o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Mas a MP 692/2015 também pode dar ao governo uma arrecadação de R$ 10 bilhões. É que o texto ainda prorroga de 30 de setembro para 30 de outubro o prazo de adesão de empresas que contestam dívidas com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ao Programa de Redução de Litígio (Prorelit).

Outras MPs

Nesta quarta-feira (14) ainda foram instaladas as comissões que analisarão as medidas provisórias que tratam da nova loteria federal e do porte de arma para auditores da Receita.

A MP 695/2015 amplia a exploração comercial da raspadinha Lotex, a nova loteria instantânea até então restrita apenas ao futebol. A exploração comercial do produto poderá ser feita em eventos de grande apelo popular e datas comemorativas.

A medida permite também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, diretamente ou por meio de suas subsidiárias, adquiram participação em instituições financeiras, inclusive do ramo previdenciário, entre outras. O aval para estas operações valerá até 2018.

Por fim, a MP 693/2015 permite a auditores e analistas portar arma própria ou da Receita Federal, mesmo fora de serviço, quando houver possibilidade de ameaça a sua integridade física ou de sua família em decorrência do trabalho, desde que a ameaça seja registrada na polícia.

O governo alega que 87% dos atentados e ameaças ocorreram fora do horário de serviço, na ausência de qualquer proteção policial. O risco é maior para os chamados crimes aduaneiros, como contrabando, tráfico de drogas e de armas.

A MP 693/2015 também prevê benefícios fiscais para as distribuidoras de energia elétrica nos locais onde serão realizadas as competições dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

A medida concede ainda isenção da Taxa de Fiscalização de Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro (TFPC) aos atletas, ao COI, ao Comitê Paralímpico Internacional, às federações desportivas internacionais e aos comitês olímpicos e paralímpicos nacionais para treinamentos e competições.

Fonte: Agência do Senado

Senado 14.10.2015 - Setor portuário critica nova taxa e burocracia do governo

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) promoveu nesta quarta-feira (14) audiência pública para discutir os efeitos da Portaria 404/2012, da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que trata da cobrança pelo uso de águas públicas. O debate também incluiu a Portaria 110/2013 da Secretaria de Portos, que limita os investimentos em terminais portuários.

A audiência pública contou com a participação de representantes do governo, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e de empresários, que reclamaram da cobrança de nova taxa para uso de terminais portuários, de lagos e marinas e também da burocracia exigida para ampliar os portos.

A portaria instituiu a cobrança pelo uso de estruturas náuticas em águas públicas federais, como pontos de embarque, desembarque e trânsito de pessoas ou cargas, terminais privados e marinas. Mas a legalidade da medida é questionada até mesmo dentro do governo.

Legalidade questionada

De acordo com o diretor-geral da Antaq, Mario Povia, a taxa é irregular, pois só poderia ser instituída por meio de lei, após a aprovação pelo Congresso Nacional.

— Não poderia a SPU, a meu juízo, instituir essa cobrança por meio de portaria — opinou ele durante a audiência.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, os terminais são meras atividades-meio de um processo produtivo realizado em terra, não havendo qualquer sentido lhes impor um ônus adicional pelo suposto uso do espelho d'água.

— Para nós, soa muito mais como um novo tributo — disse Wilen.

O representante da SPU na audiência pública, Luciano Roda, disse que levará as ponderações levantadas pelos debatedores para a direção da autarquia.

Insegurança jurídica

Já o presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, criticou a Portaria 110/2013 da Secretaria de Portos, que estabelece uma série de exigências para a ampliação de instalações portuárias. Referindo-se a uma das mudanças feitas pela portaria, Murillo Barbosa afirmou:

— Se futuras ampliações de terminais privados ficarem condicionadas à análise futura, a insegurança jurídica produzida por essas limitações certamente reduzirá o ímpeto de investimento no setor.

O representante da Secretaria de Portos, Fábio Teixeira, informou que a portaria está em processo de revisão.

— É nossa ideia fazer a alteração da portaria no sentido do que o mercado deseja. Observados os princípios da legalidade, acima de tudo, e também da necessidade de diretrizes técnicas que a secretaria tem que trabalhar — disse Teixeira.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que presidiu a sessão, lamentou as dificuldades que são criadas para quem está disposto a produzir.

— Mundo afora muitos desses problemas que enfrentamos no dia a dia são inacreditáveis. É surreal o que o Brasil faz com quem quer empreender, gerar oportunidades — comentou Ferraço.

Autor do pedido de audiência pública, o senador Blairo Maggi (PR-MT) também apontou o excesso de burocracia como um dos maiores entraves para o desenvolvimento do país.

Fonte: Agência do Senado

Senado 14.10.2015 - Profissionais do setor imobiliário criticam MP que eleva tributo sobre ganhos de capital



Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Distrito Federal, Geraldo do Nascimento, o aumento da tributação dos ganhos de capital agravará as dificuldades enfrentadas pelo setor imobiliário. A elevação é determinada pela Medida Provisória 684/2015, que o Congresso começa a analisar nesta quarta-feira (14). Em reportagem da TV Senado, o senador Benedito de Lira (PP-AL) e economistas também comentam o assunto.

Fonte: Agência do Senado

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Senado 13.10.2015 - Comissão mista analisa MP que reajusta taxa cobrada pela Ancine

O reajuste de taxas cobradas pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) foi tema de audiência pública nesta terça-feira (13) pela comissão mista que analisa a Medida Provisória 687/2015. Representantes de associações ligadas à produção audiovisual no país defenderam o reajuste da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), arrecadada pela Ancine. Segundo o governo, as taxas cobradas pelo órgão e direcionadas à manutenção de políticas de incentivos, além da fiscalização, estão sem aumento há 15 anos.

A MP autoriza o governo a aumentar também a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA), cobrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); e a taxa cobrada sobre os processos de ato de concentração de competência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Neste caso, o tributo passa de R$ 45 mil para R$ 85 mil. A proposta faz parte do pacote de ajuste fiscal.

Para a diretora da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais, Sonia Piassa, que participou da audiência, o reajuste da Condecine é justo, e os recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, que também é alimentado pela contribuição, incentivam o desenvolvimento da produção audiovisual no país.

- A gente está perdendo R$ 550 milhões por ano. É muito grave para o nosso mercado, que é o único que tem filmagem diariamente, que ativa as equipes, que bota o pessoal pra trabalhar, porque publicidade tem todo dia – afirmou.

Ricardo Castanheira, diretor na América Latina da Motion Picture Association, responsável por seis grandes estúdios de cinema do mundo, também foi favorável ao reajuste das taxas, mas sugeriu a adoção de critérios que tenham como base o IPCA, o indicador oficial da inflação.

- Se nós aplicarmos o IPCA atual ao valor dos R$ 3 mil que corresponde ao pagamento da Condecine à data de hoje, com a correção monetária dos doze anos, daria um aumento superior a 100%. Iríamos falar de algo em torno de R$ 7,2 mil - disse.

O relator da MP, deputado Afonso Motta (PDT-RS), voltou a afirmar que vai sugerir a retirada da autorização permanente para que o Poder Executivo faça os reajustes das taxas sem a aprovação do Congresso Nacional. A comissão é presidida pelo senador Hélio José (PSD-DF), que pediu a colaboração dos parlamentares para que a proposta possa ser votada na comissão no dia 20 deste mês.

Fonte: Agência do Senado

sábado, 10 de outubro de 2015

Senado 08.10.2015 - Relator afirma que irá fazer alterações em MP sobre taxas de órgãos públicos

Durante audiência pública promovida nesta quinta-feira (8) pela Comissão Mista que analisa a Medida Provisória 687/15, o deputado Afonso Motta (PDT-RS), relator da MP, informou que irá propor alterações no texto original enviado pelo governo.

O parlamentar não deu detalhes sobre as mudanças que deseja fazer, mas se mostrou preocupado com a possibilidade de o governo federal poder reajustar os valores de três taxas cobradas por órgãos públicos federais, sem autorização do Congresso Nacional, como prevê a medida.

- Tenho um conjunto de emendas a serem apresentadas. E reservas quanto à questão autorizativa de conceder a liberdade para que o poder Executivo possa reajustar essas taxas sempre que quiser. Apresentarei no meu relatório essa vedação - afirmou.

Pelo texto, poderão ser reajustados pelo próprio governo os valores da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), arrecadada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine); a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA), cobrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); e a taxa cobrada sobre os processos de ato de concentração de competência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Neste caso, a MP já traz o reajuste – o tributo passa de R$ 45 mil para R$ 85 mil.

Afonso Motta reconhece que os valores cobrados pelos órgãos precisam ser reajustados. O deputado afirmou que seu relatório estará de acordo com o que está sendo negociado com o governo.

Foi definido durante a audiência que a entrega do relatório será antecipada para o próximo dia 20. No mesmo dia será realizada a leitura e a votação do texto.

Divergência sobre valores

A respeito do reajuste sobre os processos de concentração de competência do Cade, o presidente da Comissão Especial de Defesa da Concorrência do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Túlio Coelho, entende que o novo valor a ser cobrado é oneroso.

- Tenho minhas dúvidas quanto a esses valores. Creio que se aplicássemos uma correção monetária de forma coerente, este valor seria de R$ 55 mil. Aliás, acho que o Cade deveria, na verdade, pressionar o ministério do Planejamento a destinar mais dinheiro à instituição. O governo não deveria simplesmente aumentar essa taxa - disse.

Em contrapartida, o economista-chefe do Cade, Luiz Esteves, explicou que essa taxa não é alterada desde sua criação, em 2001. Ele disse que o aumento de R$ 45 mil para R$ 85 mil dará tranquilidade para os próximos oito anos da instituição.

- O nosso próximo presidente não irá precisar pensar em reajuste de taxa em momento algum. O presidente seguinte vai começar a pensar a respeito do assunto, mas pelo menos estará em situação melhor do que a que vivemos hoje - ressaltou.

Na próxima terça-feira (13), a comissão mista volta a se reunir para discutir os reajustes da Condecine.

Fonte: Agência do Senado

Senado 08.10.2015 - Senado discutirá Simples Nacional em sessão temática

O Senado realizará sessão temática na terça-feira (27), às 11h, para discutir o Simples Nacional, regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às microempresas e empresas de pequeno porte. O anúncio foi feito pelo senador Jorge Viana (PT-AC), na presidência da sessão extraordinária do Senado nesta quinta-feira (8).

O Simples Nacional é previsto na Lei Complementar 123/2006 e conta com a participação de todos os entes federados (União, estados, Distrito Federal e municípios). É administrado por um comitê gestor composto por oito integrantes: quatro da Secretaria da Receita Federal do Brasil, dois dos estados e do Distrito Federal e dois dos municípios.

Vice-presidente do Senado, Viana afirmou que a realização dessa sessão temática é uma das preocupações do presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no Brasil.

Viana anunciou ainda a realização de sessão solene no Plenário do Senado, no dia 10 de novembro, às 11h, para homenagear os 85 anos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Fonte: Agência do Senado

Senado 07.10.2015 - Estados querem fundo constitucional para compensar unificação do ICMS

Secretários de Fazenda manifestaram apoio à proposta do governo de unificar em 4% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 4%, desde que seja acompanhada da criação de um fundo constitucional para compensar as perdas dos estados com a mudança tributária. Eles participaram de audiência pública nesta quarta-feira (7) na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), onde está o projeto que trata do assunto, o PRS 1/2013.

Para que o fundo se torne constitucional, é necessária a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição. Em vez de PEC, o governo encaminhou ao Congresso uma medida provisória que cria o Fundo de Compensação e Desenvolvimento Regional para os Estados e o Fundo de Auxílio à Convergência das Alíquotas do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias, o que não garante a inclusão dos fundos na Constituição. Assim, a compensação seria estabelecida em lei ordinária.

Os secretários temem ainda que se repita com esses fundos o que aconteceu com a Lei Kandir, instrumento criado pelo governo federal em 1996 para isentar de ICMS produtos e serviços exportados. Por falta de clareza nas regras, as perdas dos estados exportadores, hoje avaliadas em R$ 28 bilhões ao ano, são compensadas parcialmente, com apenas R$ 3,6 bilhões anualmente.

— Há fundos que são meramente contábeis, que são contingenciados, e não conseguimos ter acesso. Não estamos à disposição de assinar um cheque em branco para que seja devolvido por falta de fundos — disse o secretário de Fazenda de Pernambuco, Márcio Stefanni Monteiro Morais.

Para compensar a perda de receitas, os estados precisarão de pelo menos R$ 296 bilhões ao longo de 20 anos, de acordo com o secretário-adjunto de Fazenda do Mato Grosso do Sul, Jader Rieffe Julianelli Afonso. Uma das fontes de receita dos fundos seria a repatriação de recursos do exterior prevista no PL 2960/2015.

— Isso depende de algo que é efêmero, etéreo, que é o projeto de repatriação, que não se sabe o valor — afirmou Afonso.

Secretários defendem ainda o Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS) 130/2014, que permite convalidar incentivos dados pelos governadores para atrair investimentos, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal. Os dois projetos estão em análise na Câmara dos Deputados.

Reforma Tributária

De acordo com o coordenador dos secretários Estaduais de Fazenda do Confaz, André Horta Melo, existe hoje uma “obsessão com o ICMS”, mas o problema tributário é mais profundo e exige uma divisão mais equilibrada das receitas:

— Se tivéssemos uma melhor redistribuição de tributos, nem precisaria falar em fundos porque, recompondo as receitas de forma sustentável, não precisaria de fundo, pelo menos de compensação.
Crise

Senadores presentes ao debate concordaram com a posição dos secretários. Simone Tebet (PMDB-MS), por exemplo, disse que o primeiro gesto do governo federal deveria ser retirar a Medida Provisória (MP) 683/2015 e aceitar que os fundos sejam criados por meio de emenda constitucional. Para ela, a repatriação de recursos do exterior não será suficiente para cobrir os fundos indefinidamente.

A mesma opinião manifestou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que também cobrou a indicação de fontes mais seguras de receitas para os fundos. Ele questionou a pressa do governo federal em ver o PRS 1/2013 aprovado e avaliou que a proposta vai gerar intranquilidade no meio empresarial e prejudicar as finanças dos estados.

— Por que escolher o pior momento da economia brasileira para mudar e levar a crise nacional para os estados? — questionou.

O representante do Ministério da Fazenda, Marcelo Mello, reforçou que a posição do governo é de garantir o andamento em conjunto do PRS 1/2013 e das propostas que tratam da criação dos fundos e da repatriação de recursos do exterior. O Supremo Tribunal Federal (STF), lembrou ele, já decidiu que os incentivos fiscais são inconstitucionais e apontou a reforma como caminho para ajudar o país a sair da crise.

— Infelizmente, estamos em uma situação de crise, mas a solução para o ICMS vem num sentido positivo para sair da crise. Eu acho que é isso que o ministro pensa e por isso ele também tem foco no ICMS. Não é só ICMS, mas esse é o principal imposto — respondeu.

Guerra Fiscal

Alíquotas interestaduais elevadas como as praticadas hoje na origem — de 7% nos estados ricos e de 12% nos pobres — deram margem à guerra fiscal. Muitos estados reduzem essas alíquotas para atrair investidores privados, com a geração de emprego e renda para a população. Os incentivos só podem ser legalmente concedidos se os representantes de todos os estados no Confaz estiverem de acordo. O que se pretende com o PRS 1/2013 é unificar a alíquota do ICMS em 4%.

Agenda Brasil

Logo no início da reunião, os senadores que integram a CDR rejeitaram pedido da Presidência do Senado para que o PRS 1/2013 fosse remetido para a Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, que analisa a chamada Agenda Brasil, conjunto de propostas organizado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do país.

A rejeição do pedido foi sugerida pelo relator do projeto, senador Wellington Fagundes (PR-MT), e pela senadora Simone Tebet, e endossada pelos demais parlamentares:

— Eu determino à secretaria da Comissão que comunique ao presidente do Senado que não encaminharemos, por decisão livre e soberana do plenário [da comissão], o projeto de resolução para a Agenda Brasil — disse o presidente da CDR, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Fonte: Agência do senado

Senado 07.10.2015 - Receita defende MP que eleva tributos para bebidas e produtos eletrônicos

O coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, defendeu nesta quarta-feira (7) a medida provisória que modifica a forma de tributação de bebidas quentes (cachaça, vinho, uísque, vodca, rum, entre outras) e acaba com a isenção do PIS/Pasep e da Cofins concedida a produtos eletrônicos pela Lei do Bem (Lei 11.196/05), como computadores, smartphones, roteadores e tablets (MP 690/15).

Mombelli foi o único representante do governo a participar da audiência pública da comissão. O relator do colegiado, senador Humberto Costa (PT-PE), reclamou da ausência de representantes dos Ministérios de Ciência e Tecnologia; do Planejamento e de Comunicações.

O objetivo das mudanças é elevar a arrecadação federal. No total, o governo estima arrecadar R$ 8,32 bilhões em 2016, quando as principais alterações entram em vigor.

Informática

Para Mombelli, a isenção prevista na Lei do Bem, iniciada em 2005, já cumpriu sua função e poderia ser revogada.

— O programa já cumpriu suas finalidades no sentido de fomento à produção nacional e não há mais necessidade de manter esse benefício — afirmou.

A MP 690 revoga a partir de 1º de dezembro os três artigos da Lei do Bem (artigos 28 a 30) que isentam os produtos de informática do pagamento da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins nas vendas do varejo. O estímulo, que vigoraria até 31 de dezembro de 2018, fez parte do Programa de Inclusão Digital, criado para ampliar a produção nacional de equipamentos de informática.

Efeito inverso

O deputado Bilac Pinto (PR-MG) se disse preocupado que a medida gere o efeito inverso, diminuição de arrecadação pela queda nas vendas com a alta dos produtos beneficiados com a Lei do Bem. “Com o esfriamento da Lei do Bem vai reduzir a arrecadação em R$ 10 bilhões. Vai haver redução de vendas, com diminuição de arrecadação, além de demissão nesse segmentos”, disse.

Humberto Costa disse que estuda uma solução para não impactar tanto o setor de eletrônicos e informática e garantir, ao mesmo tempo, a receita esperada pelo governo estimada em R$ 6,7 bilhões, só com a Lei do Bem.

— Queremos chegar ao resultado como o governo pretende, mas talvez dividir o peso com outros segmentos — disse.

O presidente do colegiado, deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), também defendeu uma solução para não inviabilizar nenhum setor econômico.

Mombelli disse que esse tipo de alteração precisa partir do Legislativo.

— Eventual substituição de um tipo de tributação por outro está a cargo do Congresso — afirmou.

Bebidas quentes

Mombelli também defendeu a alteração do cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre as bebidas quentes. Pelo texto, o IPI passará a ser calculado com uma alíquota sobre o valor do produto (é a chamada alíquotaad valorem). Atualmente, segundo a Lei 7.798/89, essas bebidas pagam, de IPI, um valor fixo por determinada quantidade produzida (alíquota ad rem).

Por exemplo, o vinho nacional pagava de IPI, até a edição da MP, R$ 0,73 por garrafa. Com a MP, será cobrado 10% sobre o valor do produto na saída da indústria. Com isso, uma bebida de R$ 50 deixa de pagar R$ 0,73 de imposto e passa a pagar R$ 5.

— A última atualização dessa tabela foi em 2008. Quando não se faz atualização da tabela há uma diminuição do valor ano a ano — disse Mombelli, em relação à Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI).

Ele explicou que as alíquotas vão variar de 10% a 30%, dependendo do tipo de bebida. Os percentuais foram definidos em um decreto publicado no mesmo dia da MP 690. O modelo passará a vigorar a partir de 1º de dezembro.

Encomenda

A MP promove ainda duas modificações no setor. No caso da industrialização por encomenda – em que uma empresa produz a bebida para outra –, o IPI será cobrado tanto na saída da empresa que produziu como na da que encomendou (é a chamada responsabilidade solidária pelo imposto devido).

O texto determina ainda que as notas fiscais da indústria de bebidas quentes deverão conter a descrição da marca comercial, tipo de embalagem e volume do produto. Se a nota não for apresentada à fiscalização, ela será considerada sem valor legal e servirá de prova em favor do fisco.

Fonte: Agência do Senado